Taxa de desemprego avança a 6,7% em maio, maior nível em quase 5 anos

quinta-feira, 25 de junho de 2015 11:12 BRT
 

Por Caio Saad e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil subiu a 6,7 por cento em maio e atingiu o nível mais alto em quase cinco anos com o maior aumento anual no número de pessoas desocupadas na série histórica, em mais um sinal dos efeitos da fragilidade econômica e da inflação alta.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a leitura da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira é a mais alta desde agosto de 2010, quando também atingiu 6,7 por cento, mostrando deterioração do mercado de trabalho pelo quinto mês seguido, além de queda na renda.

Também é o maior resultado para um mês de maio desde 2010, quando a taxa chegou a 7,5 por cento. Em maio de 2014 a leitura foi de 4,9 por cento.

O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters, cuja mediana apontava taxa de 6,6 por cento após 6,4 por cento em abril.BRUNR=ECI

"Houve dispensa de pessoas que antes estavam ocupadas (em relação ao ano passado), e há mais gente procurando trabalho", resumiu a coordenadora da pesquisa no IBGE, Adriana Berenguy.

De acordo com os números da PME, em maio a população desocupada, que inclui pessoas sem trabalhar mas à procura de uma oportunidade, subiu 4,8 por cento sobre o mês anterior, para 1,633 milhão de pessoas.

Na comparação com maio de 2014, o aumento foi de 38,5 por cento, o que representa 454 mil pessoas a mais procurando emprego do que no mesmo período do ano passado e, segundo o IBGE, é o maior crescimento na série histórica da pesquisa.

O mercado de trabalho brasileiro vem desde o início do ano mostrando deterioração de forma concomitante com a economia, marcado pelo aumento da procura por vagas e fechamento de postos de trabalho enquanto o país enfrenta ajuste fiscal, aperto monetário e inflação alta.   Continuação...

 
Desempregados preenchem fichas de inscrição em busca de emprego em São Paulo. 11/05/2015 REUTERS/Paulo Whitaker