Bolognesi prevê lançar R$990 mi de debêntures de infraestrutura

quinta-feira, 25 de junho de 2015 13:54 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Bolognesi, construtora e geradora de energia, planeja financiar cerca de 15 por cento do seu projeto de 6,6 bilhões de reais de construção e operação de duas térmicas --em Rio Grande (RS) e em Pecém (CE)-- por meio de debêntures de infraestrutura, afirmou nesta quinta-feira o presidente-executivo da companhia gaúcha Paulo César Rutzen.

"A janela de início de obra é até dezembro", afirmou Rutzen a jornalistas após apresentar uma palestra em seminário de sobre gás natural no Rio de Janeiro. "Até setembro tem que estar estruturada a questão financeira, estamos bem adiantados."

Rutzen disse que a empresa também tem a opção a venda de ativos e de participação nos projetos para levantar os recursos para a construção das térmicas.

Ele disse que está em negociação para vender 10 por cento dos dois projetos para o IFC, instituição do Banco Mundial de fomento do desenvolvimento. Algum fundo de investimento em participações (FIP) também poderá ter uma parcela dos empreendimentos, acrescentou.

No fim, segundo o executivo, os sócios do projeto deverão ser a Bolognesi e o FI-FGTS, por meio da empresa Hidrotérmica, o IFC e “um eventual FIP”. Rutzen também não descarta a participação de outros investidores.

"Nossa estrutura de equity está robusta na representação, a gente tem todas as fontes de equity maiores do que a necessidade do projeto, então a gente vai dosar maior participação, menor participação, de acordo com os nossos recursos e com os aportes que a empresa vai fazer", afirmou o executivo.

A venda de ativos será apenas uma das alternativas a serem estudadas para que a empresa "não fique curta de equity", afirmou o executivo.

A Bolognesi tem licenças, desde o ano passado, para construir e operar as duas termelétricas movidas a gás.

Dos 6,6 bilhões de reais de investimentos previstos, 2,2 bilhões de reais serão de capital da empresa e dos seus sócios e outros 4,4 bilhões de reais virão de financiamentos, com BNDES, Eximbank dos Estados Unidos e debêntures de infraestrutura.   Continuação...

 
Torres de transmissão de energia em fazenda de café em Santo Antônio do Jardim. 06/02/2014 REUTERS/Paulo Whitaker