Executiva do PT defende redução da meta de superávit e reversão da alta de juros

quinta-feira, 25 de junho de 2015 18:20 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Executiva Nacional do PT defendeu nesta quinta-feira uma "reorientação" da política econômico do governo da presidente Dilma Rousseff que inclua a redução da meta de superávit primário e a reversão da política atual de elevação de juros pelo Banco Central.

Em reunião em São Paulo, a Executiva petista aprovou resolução em que elogia algumas medidas anunciadas recentemente pelo governo, como o Plano de Investimentos em Logística, mas defende medidas de "reorientação" para a retomada do crescimento da economia.

"Avultam entre estas providências, a serem debatidas com a sociedade e o Congresso Nacional, a redução da meta do superávit fiscal, a imediata reversão da elevação da taxa de juros praticada pelo Banco Central e a taxação das grandes heranças, das grandes fortunas e dos excessivos ganhos financeiros", afirma o documento.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, encerrada no dia 4 de junho, a taxa básica de juros da economia foi elevada pela sexta vez seguida, para 13,75 por cento ao ano e a expectativa do mercado financeiro, apurada pelo boletim Focus do BC, é de continuação na trajetória de alta da Selic.

O governo persegue uma meta de superávit primário de 66,3 bilhões de reais, equivalente a 1,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Em 12 meses encerrados em abril, essa economia de despesa para o pagamento de juros ficou negativa em 0,76 por cento do PIB. Apesar disso, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou na terça-feira ser "precipitado" falar em mudança da meta de superávit.

"PEDALADAS" E LAVA JATO

A resolução petista também classifica de "inadmissível" o que chama de "disputa política" dentro do Tribunal de Contas da União, que analisa as contas do governo Dilma em 2014, que seriam irregulares por conta das chamadas "pedaladas fiscais", o atraso de repasses do Tesouro para que bancos públicos pagassem obrigações do governo.   Continuação...