Setor de material didático deve ficar estável até 2017, diz Abrelivros

sexta-feira, 26 de junho de 2015 12:41 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O segmento de materiais didáticos deve ficar estável pelo menos nos próximos dois anos, e um impulso das empresas do setor pode depender de fusões, segundo o presidente da entidade de classe Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva.

"Temos expectativa de manutenção do tamanho do mercado nos próximos anos. A crise afeta o setor editorial de alguma forma, embora livros e materiais escolares sejam bens de primeira necessidade", disse o executivo, que também é presidente da editora FTD.

Segundo ele, a redução da taxa de natalidade no Brasil nos últimos anos foi compensada pelo crescimento da classe média. Com a crise econômica, o setor pode perder fôlego, disse Silva, com parte do público comprador recorrendo a material reutilizado ou a livros disponíveis em sebos.

"Isso tende a aumentar um pouco, mas não deve te um reflexo importante. A gente acredita em manutenção do mercado", afirmou.

De acordo com a Abrelivros, o setor teve faturamento de 3,5 bilhões de reais em 2014, considerando livros didáticos e sistemas de ensino. Quarenta por cento das vendas foram para a rede pública.

Silva acredita que o ajuste fiscal do governo federal não deve prejudicar a compra de livros pelas escolas públicas. A exceção seria o Estado de São Paulo, que já informou que não terá novos livros de literatura em 2015.

O governo federal anunciou em maio corte no Orçamento de 2015 de 69,9 bilhões de reais. A verba do Ministério da Educação foi diminuída em 9,4 bilhões de reais.

Além disso, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de empréstimos subsidiados pelo governo para que alunos paguem o ensino superior em instituições privadas, restringiu vagas e ofereceu pouco mais de 250 mil novos contratos no primeiro semestre, ante expectativa de associações do setor de 500 mil.   Continuação...