Dólar segue exterior e volta acima de R$3,70 com China e correção

segunda-feira, 23 de novembro de 2015 12:31 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançava acima de 3,70 reais nesta segunda-feira, acompanhando os mercados externos diante de persistentes preocupações com a desaceleração da economia chinesa e em um movimento de correção após a queda da sessão anterior.

Às 12:23, o dólar avançava 0,70 por cento, a 3,7230 reais na venda. Na sexta-feira, a moeda norte-americana havia recuado 0,86 por cento, em um movimento exacerbado pelo baixo volume de negócios já que muitos operadores ficaram afastados das mesas devido ao feriado do Dia da Consciência Negra. A moeda norte-americana também avançava em relação aos pesos chileno e mexicano.

"A China continua sendo o assunto do momento. Mesmo quando não tem notícia, o mercado ainda fica nervoso, com medo de os problemas lá se traduzirem em menos investimentos aqui", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Sinais de desaceleração da China, segunda maior economia do mundo e importante referência para investidores em mercados emergentes, vêm deprimindo o apetite por ativos de maior risco em todo o mundo.

O mercado brasileiro sofria mais do que seus pares, porém, com investidores corrigindo parte das perdas da sessão anterior, que levaram a moeda norte-americana abaixo de 3,70 reais.

Outro fator que vem elevando o dólar recentemente de forma global são as apostas cada vez mais consolidadas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar os juros no mês que vem, atraindo para a economia dos EUA recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

No entanto, muitos operadores afirmam que os preços dos ativos já refletem o aumento inicial de juros em dezembro e o foco agora está no ritmo do aperto monetário como um todo, que deve ser gradual.

No Brasil, incertezas políticas e econômicas também vêm provocando cautela e reduzindo o volume de negócios nos mercados locais, deixando as cotações mais sensíveis a operações pontuais.

"O mercado está muito pequeno, porque ninguém quer se arriscar. Acho que o mercado agora só volta ao normal no ano que vem", disse o operador de uma corretora nacional.   Continuação...