Levy diz que meta de primário de 0,7% do PIB é "factível"

segunda-feira, 23 de novembro de 2015 13:47 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A meta de superávit primário de 2016 equivalente a 0,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) é "factível", disse nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reconhecendo também que, quanto mais tempo levar o ajuste fiscal, mais difícil será de alcançar o objetivo.

Diante desse cenário, ele não descartou mais aumento de impostos ou cortes de gastos públicos.

"(A meta de primário de) 0,7 por cento é factível, mas quanto mais tempo demorar (o ajuste), mais difícil será", afirmou ele durante evento no Rio de Janeiro.

O ministro disse ainda que um dos objetivos é acertar o orçamento de 2016, que ainda precisa passar pela votação no Congresso Nacional, onde há forte resistência para a recriação da CPMF, o imposto sobre transações financeiras, considerado crucial pelo governo para colocar as contas em ordem.

Levy argumentou que pontos do ajuste fiscal demoraram para ser votados e outros ainda nem foram.

"Estamos perdendo meses de arrecadação. Isso significa que vai ter de aumentar o imposto mais do que o desejado? Talvez. Ou ter de cortar os gastos mais do que o foi planejado? Talvez", afirmou o ministro durante a palestra.

PETROBRAS

Levy disse ainda que a Petrobras vai conseguir superar suas dificuldades atuais e que é positivo que a estatal foque em suas atividades mais cruciais.   Continuação...