23 de Novembro de 2015 / às 19:29 / 2 anos atrás

Dólar segue exterior e sobe 1%, a R$3,73, com China e correção

Notas de dólares e reais em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 07/05/2004 REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta de quase 1 por cento e voltou a 3,73 reais, acompanhando os mercados externos, em meio a preocupações com a desaceleração da economia chinesa e em um movimento de correção após a queda da sessão anterior.

O dólar avançou 1,04 por cento, a 3,7353 reais na venda. Na sexta-feira, a moeda norte-americana havia recuado 0,86 por cento, em um movimento exacerbado pelo baixo volume de negócios já que muitos operadores ficaram afastados das mesas devido ao feriado do Dia da Consciência Negra.

“A China continua sendo o assunto do momento. Mesmo quando não tem notícia, o mercado ainda fica nervoso, com medo de os problemas lá se traduzirem em menos investimentos aqui”, disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Sinais de desaceleração da China, segunda maior economia do mundo e importante referência para investidores em mercados emergentes, vêm deprimindo o apetite por ativos de maior risco em todo o mundo.

O mercado brasileiro sofreu mais do que seus pares, porém, com investidores corrigindo parte das perdas da sessão anterior, que levaram a moeda norte-americana abaixo de 3,70 reais. Na semana, o dólar acumulou perdas de 3,55 por cento sobre o real.

“É uma recuperação. O mercado às vezes exagera e a queda da semana passada foi relevante”, disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Outro fator que vem elevando o dólar recentemente de forma global são as apostas cada vez mais consolidadas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar os juros no mês que vem, atraindo para a economia dos Estados Unidos recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

No entanto, muitos operadores afirmam que os preços dos ativos já refletem o aumento inicial de juros em dezembro e o foco agora está no ritmo do aperto monetário como um todo, que deve ser gradual.

No Brasil, incertezas políticas e econômicas também vêm provocando cautela e reduzindo o volume de negócios nos mercados locais, deixando as cotações mais sensíveis a operações pontuais.

“O mercado está muito pequeno, porque ninguém quer se arriscar. Acho que o mercado agora só volta ao normal no ano que vem”, disse o operador de uma corretora nacional.

O Banco Central deu continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a 8,254 bilhões de dólares, ou cerca de 76 por cento do lote total, que corresponde a 10,905 bilhões de dólares.

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