CORREÇÃO-Teste no pré-sal de Carcará indica altas produtividades, diz QGEP

quarta-feira, 25 de novembro de 2015 17:42 BRST
 

(Corrige nome do bloco no 4º parágrafo para "BM-S-8" e não "BS-4", em texto publicado na terça-feira)

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O teste de formação que está sendo realizado na reserva de Carcará, operada pela Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos, indica que a produtividade dos poços na área deverá estar entre as melhores já conhecidas no pré-sal, informou nesta terça-feira a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), sócia da estatal na concessão.

Atualmente, os melhores poços do pré-sal produzem até 42 mil barris por dia de petróleo e gás, sendo entre 34 mil e 35 mil apenas de petróleo, destacou o diretor de Exploração da QGEP, Sérgio Michelucci, que participou de evento com analistas no Rio de Janeiro.

"Algum anos atrás, logo que se descobriu Carcará, a gente já fazia essa estimativa em função da qualidade do reservatório... que esse deveria ser um dos campos onde a produtividade do poço com certeza estaria entre as melhoras já conhecidas do pré-sal, e é exatamente isso que a gente está observando hoje", afirmou Michelucci.

O início da produção na área, que no bloco BM-S-8, está previsto atualmente para entre 2020 e 2021, afirmou o presidente da QGEP, Lincoln Guardado.

A entrada em operação da área deveria acontecer em 2018, mas foi adiada pela Petrobras, em meio aos baixos preços do petróleo e da crise em função do escândalo de corrupção que envolveu contratos da petroleira estatal.

Guardado comentou que Carcará está entre os ativos em que a Petrobras deverá vender fatias e afirmou que torce para que o negócio seja concluído com êxito.

A QGEP teria direito de preferência na aquisição de parcela do ativo, assim como outros sócios, e o presidente reiterou que poderá avaliar aumentar a sua participação, mas que seria um movimento estudado com bastante cautela pela área financeira.

A Petrobras é operadora de Carcará, com 66 por cento da participação, e tem como sócias a portuguesa Galp (14 por cento), Barra Energia (10 por cento) e QGEP (10 por cento).   Continuação...