PF prende senador Delcídio do Amaral e banqueiro André Esteves

quarta-feira, 25 de novembro de 2015 11:16 BRST
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O líder do governo no Senado, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), e o presidente e controlador do BTG Pactual, o banqueiro André Esteves, foram presos na manhã desta quarta-feira, por suspeita de obstruírem a operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção que envolve a Petrobras.

Delcídio teve prisão preventiva decretada, ou seja, sem prazo para ser liberado. Já Esteves está sob prisão temporária de cinco dias, que pode ser estendida pelo mesmo prazo, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Teori Zavascki, responsável pelas ações decorrentes da Lava Jato no STF, disse que Delcídio foi acusado de ter supostamente negociado oferta de fuga ao ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró em troca de silêncio nas investigações da operação.

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, condenado pela Justiça no âmbito da Lava Jato, acusou Delcídio de participação em desvio de recursos na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, segundo a mídia.

Delcídio ficará detido em uma sala na Superintendência da PF em Brasília enquanto aguarda nova decisão do STF sobre a detenção. Policiais federais também cumpriam mandados de busca e apreensão nesta manhã no gabinete do senador no Congresso Nacional.

É a primeira vez no Brasil que um parlamentar cumprindo mandato é preso. A Constituição determina que o Supremo deve enviar informações sobre o processo em 24 horas para o Legislativo deliberar, em plenário, sobre a prisão.

Lideranças do PT estavam reunidas a portas fechadas no Senado nesta manhã.

Delcídio, que além de ser líder do governo no Senado também é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, é engenheiro e foi ministro de Minas e Energia por um breve período no fim de 1994, no governo Itamar Franco. Ele também integrou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras.   Continuação...

 
Senador Delcídio Amaral (PT-MS) em Brasília. 17/09/2015 REUTERS / Ueslei Marcelino