Gastos do consumidor desaceleram, mas investimento empresarial deve subir

quarta-feira, 25 de novembro de 2015 14:46 BRST
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - Os gastos do consumidor dos Estados Unidos mal subiram em outubro, com as famílias aprovietando da alta dos salários para aumentar suas poupanças ao maior nível em quase três anos, apontando para crescimento econômico moderado no quarto trimestre.

Gastos anêmicos do consumidor provavelmente não mudarão as expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, eleve os juros no mês que vem. Outros dados divulgados nesta quarta-feira mostraram aumentos dos planos de gastos empresariais em outubro e uma queda no número de novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada.

O Departamento do Comércio informou que os gastos dos consumidores subiram 0,1 por cento após um aumento similar em setembro. Isso sugere que o indicador, que responde por mais de dois terços da atividade econômica norte-americana, tem desacelerado desde a animadora alta de 3 por cento apurada no terceiro trimestre, em termos anuais.

Mas a economia pode ser amparada pelos gastos empresariais.

O Departamento do Trabalho também mostrou, em um outro relatório, que as encomendas de bens de capital não militares e excluindo aeronaves aumentaram 1,3 por cento no mês passado, após subirem 0,4 por cento em setembro.

Enquanto o mercado de trabalho continua a se fortalecer, há otimismo de que o crescimento dos salários vai acelerar e encorajar os consumidores a abrir a carteira e aumentar os gastos.

Um outro relatório do Departamento do Trabalho mostrou que os pedidos iniciais pelo auxílio-desemprego caíram em 12 mil, para 260 mil, segundo números sazonalmente ajustados relativos à semana encerrada em 21 de novembro.

O número de novos pedidos ficou abaixo de 300 mil pela 38º semana consecutiva, a maior sequência em anos, e continua dos níveis vistos no começo de 1976.

O Departamento do Trabalho ainda divulgou outro relatório mostrando que as vendas de novas moradias saltaram 10,7 por cento em outubro, o que pode acalmar as preocupações sobre uma significativa desaceleração no mercado imobiliário.