Dólar passa a cair e se aproxima de R$3,70, com liquidez reduzida

sexta-feira, 27 de novembro de 2015 12:07 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar anulou a alta e passou a cair nesta sexta-feira, aproximando-se de 3,70 reais, oscilando ao sabor de operações pontuais em um dia de baixo volume de negócios após o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Às 12:06, o dólar recuava 0,45 por cento, a 3,7297 reais na venda, após chegar a subir a 3,7714 reais na máxima do dia e cair a 3,7165 reais na mínima.

"Não tem muitas notícias e é emenda de feriado no mercado externo. Com pouco lote, qualquer fluxo de venda faz preço", disse a operadora de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.

Muitos operadores estrangeiros estão afastados das mesas devido ao feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, na véspera, mas que deixava o mercado norte-americano funcionando em horário reduzido nesta sessão.

Mais cedo, o dólar chegou a subir devido a preocupações com a China e com o cenário local. As bolsas chinesas tiveram sua maior queda desde agosto, após a Reuters noticiar que o regulador do mercado acionário do país ampliou sua investigação sobre corretoras para incluir a quarta maior do país.

Investidores também continuavam adotando cautela após a prisão do ex-líder do governo no Senado Federal, Delcídio do Amaral (PT-MS), nesta semana. O governo vem se mobilizando para tentar evitar que o acontecimento impeça a aprovação da nova meta fiscal, que deve ser votada em sessão do Congresso Nacional na terça-feira.

"O ambiente é de aversão a risco e cautela, mas o mercado tende a andar de lado por causa do feriado (nos EUA)", disse pela manhã o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

O Banco Central fez nesta manhã o último leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Ao todo, rolou 97 por cento do volume total. O próximo lote de swaps que vence em janeiro equivale a 10,694 bilhões de dólares.

(Por Bruno Federowski)