STF mantém banqueiro André Esteves preso

domingo, 29 de novembro de 2015 22:49 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A prisão do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, foi convertida de temporária em preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Esteves poderia deixar a prisão, mas, com a decisão o ministro do STF Teori Zavascki, continuará preso por tempo indeterminado.

Os requisitos para decretação de prisão preventiva são garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

Esteves foi preso na última quarta-feira por suspeita de que teria agido para obstruir a operação Lava Jato, que investiga escândalo bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, funcionários da estatal, executivos de empreiteiras e políticos.

O pedido de conversão da prisão temporária em preventiva foi apresentado ao STF no sábado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo nota oficial da PGR.

Janot fez o mesmo pedido referente a Esteves para o assessor do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira. Delcídio, ex-líder do governo no Senado, e Ferreira também foram presos na semana passada, mas o assessor do senador estava em detenção temporária.

Para o procurador, "há ofensa gravíssima à ordem pública diante da conduta dos dois investigados".

De acordo com o ministro Zavascki, do STF, o material coletado nas buscas e apreensões e os depoimentos colhidos no decorrer das temporárias permitiram o preenchimento dos requisitos para a decretação das prisões preventivas de Esteves e de Ferreira.

Esteves é o controlador do banco de investimentos BTG Pactual, sexta maior instituição financeira do Brasil.   Continuação...