Klabin avalia construção de duas novas máquinas de produção de papel

terça-feira, 1 de dezembro de 2015 12:25 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - O início da operação da primeira fábrica de celulose da produtora de papéis Klabin, em março do ano que vem, trará para a companhia um novo ciclo de crescimento, devendo praticamente dobrar sua geração de caixa e elevar sua receita com exportações, afirmaram executivos nesta terça-feira, o que também vai permitir uma possível construção de duas novas máquinas de produção de papel.

Em reunião com investidores e analistas, a Klabin previu investimentos de 2,5 bilhões de reais para 2016, dos quais 1,8 bilhão será dedicado à conclusão final do projeto de celulose, chamado Projeto Puma, no Paraná. O valor representa queda ante os 4,8 bilhões de reais que devem ser investidos em 2015 por conta da fábrica.

A companhia estimou que, após o início do projeto, a participação das exportações crescerá de 34 para 47 por cento no volume de vendas e de 31 para 43 por cento na receita. Com isso, o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, previu redução acelerada do endividamento da empresa no ano que vem.

A fábrica terá capacidade de produzir 1,1 milhão de toneladas de celulose de fibra curta e 400 mil toneladas de fibra longa ao ano. Devido à curva de aprendizado, em 2016 devem ser produzidas 850 mil toneladas, na proporção de dois terços de fibra curta e um terço de fibra longa.

Com a nova produção de celulose, a empresa disse que já teve autorização do Conselho de Administração para começar estudos de engenharia para uma nova máquina de papel, a máquina 10, voltada para a exportação de papelcartão a partir de 2018. A decisão para sua construção ou não será tomada depois da partida do Projeto Puma.

"Sobre uma segunda máquina, a máquina 11, ainda não está certo se seria de cartões ou outro tipo de papel. Vai depender do sucesso da máquina 10", disse Schvartsman.

"A 10 seria maior que a máquina 9, espero que com capacidade para 500 mil toneladas", acrescentou Schvartsman, a jornalistas. As máquinas não estão incluídas nos investimentos previstos para 2016, apenas o pré-projeto de engenharia.

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