ThyssenKrupp do Brasil foca em exportações com recuo do mercado interno

terça-feira, 1 de dezembro de 2015 17:40 BRST
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 1 Dez (Reuters) - A unidade brasileira do conglomerado industrial alemão ThyssenKrupp continuará focada em exportações no próximo ano, em um momento em que a economia do país caminha para ter a mais longa recessão desde os anos 1930.

No Brasil, a empresa tem metade de seu faturamento advindo da produção de aço semiacabado para exportação. No ano fiscal de 2015, que terminou em setembro, a receita cresceu cerca de 8 por cento, metade do ritmo do ano anterior, a 9,9 bilhões de reais.

"Realmente, a situação não é tão maravilhosa na região (América do Sul) e principalmente no Brasil quanto em anos anteriores", disse o presidente regional da ThyssenKrupp para América do Sul, Michael Höllermann, à Reuters.

Segundo ele, a companhia, que tem cerca de 12 mil funcionários no Brasil, está conseguindo manter o nível de emprego por meio mecanismos como redução de jornada em fábricas e adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) do governo federal, na esperança de que a economia volte ao crescimento.

Além disso, a demanda por aço de alguns segmentos seguem elevadas, como energia eólica, afirmou o executivo.

"Não acho completamente impossível o Brasil reagir se ganhar um pouco de confiança. As demandas de infraestrutura, mobilidade e energia existem... Temos que nos preparar para essa retomada (da economia)", disse.

A economia brasileira encolheu mais do que o esperado no terceiro trimestre sobre os três meses anteriores, com destaque para a fraqueza dos investimentos, sinal de que uma recuperação ainda está longe. O PIB do Brasil recuou 1,7 por cento de julho a setembro contra o período imediatamente anterior, no terceiro trimestre seguido de contração.

Höllermann evitou fazer projeções específicas para o desempenho da ThyssenKrupp no Brasil no próximo ano, mas afirmou que a empresa por enquanto mantém a projeção de investimentos de 2 bilhões de reais para os próximos cinco anos.   Continuação...