Dilma chama ministros da base e cobra união para votar mudança da meta fiscal

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 14:33 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff chamou cinco ministros ao Palácio do Planalto para cobrá-los pela união da base aliada na votação da mudança da meta fiscal em sessão nesta quarta-feira no Congresso Nacional, informou uma fonte palaciana.

Estiveram com a presidente os ministros dos Transportes Antonio Carlos Rodrigues (PR); das Cidades, Gilberto Kassab (PSD); da Integração Nacional, Gilberto Occhi (PP), e os dois ministros do PMDB indicados recentemente pela bancada do partido na Câmara, Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde).

Os quatro partidos têm sido pouco fiéis nas votações, apesar do espaço no primeiro escalão do governo. A presidente cobrou, como havia feito no dia anterior com os líderes da base, união em torno da votação da meta.

Na terça-feira, Dilma chamou todos os líderes e vice-líderes na Câmara e no Senado para uma conversa de mais de duas horas.

No encontro, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, explicou, segundo uma fonte do Planalto, a real dimensão do contingenciamento a que o governo foi obrigado por não ter ainda mudado a meta fiscal.

O projeto altera a meta de 2015 de um superávit primário --economia para o pagamento dos juros da dívida-- do setor público consolidado de 66,3 bilhões de reais para um déficit que pode chegar a até 117 bilhões de reais.

Ainda assim, o governo não conseguiu manter o quórum na sessão da noite de terça-feira. Depois da votação dos vetos, boa parte dos deputados deixou o plenário.

Nesta quarta, com a sessão marcada para o fim da manhã, dois eventos –um almoço na casa do líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso, e outro em homenagem ao aniversário do deputado Ricardo Barros (PP-PR)– tiraram parlamentares do plenário até o início da tarde, levantando preocupações sobre a possibilidade de não haver quórum para votar.

(Por Lisandra Paraguassu)

 
Presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em Brasília. 25/11/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino