Wall St sobe 2% após dados de trabalho mostrem força da economia dos EUA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 20:35 BRST
 

Por Caroline Valetkevitch

(Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos subiram com força nesta sexta-feira, com o S&P 500 registrando a maior alta desde o início de setembro, após dados do mercado de trabalho indicarem que a maior economia do mundo está forte o suficiente para sustentar uma alta de juros pelo Federal Reserve neste mês.

O índice Dow Jones subiu 2,12 por cento, a 17.847 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 2,05 por cento, a 2.091 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 2,08 por cento, a 5.142 pontos.

O setor financeiro, que se beneficia de juros mais altos, liderou o rali. O índice do setor financeiro do S&P 500 avançou 2,7 por cento.

O rali, que veio após dois dias de fortes quedas, incluiu a maioria dos setores e levou os três principais índices a fecharem a semana no terreno positivo. Na semana, o Dow Jones e o Nasdaq subiram 0,3 por cento, enquanto o S&P 500 ganhou 0,1 por cento.

"O mercado acionário terá de voltar o foco para o desempenho econômico doméstico... Nós vamos ver o mercado focado no que a economia dos EUA está fazendo, e não na política do Fed", disse o diretor de investimento da Commonwealth Financial Network em Massachusetts, Brad McMillan.

A economia dos EUA criou 211 mil postos de trabalho no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, enquanto os dados de setembro e outubro foram revisados para mostrar 35 mil vagas acima do informado inicialmente.

Analistas disseram que o relatório, que também mostrou que a taxa de desemprego permaneceu em 5 por cento, provavelmente pavimenta o caminho para o Fed elevar a taxa de juros neste mês, pela primeira vez em quase uma década.

Dos 10 índices setoriais do S&P 500, nove encerraram em alta. O setor de energia caiu 0,5 por cento, acompanhando o recuo nos preços do petróleo após notícia de que a Opep planeja manter a produção perto de patamares recordes, apesar dos preços deprimidos.