Construção vai encolher mais 5% em 2016, prevê Sinduscon-SP

terça-feira, 8 de dezembro de 2015 14:12 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A construção civil deve ter mais um ano de retração em 2016 e aumento do desemprego, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), que pediu nesta terça-feira uma “solução rápida” para a crise política do país de forma a possibilitar uma retomada da economia.

A entidade prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil deve encerrar 2015 com queda de 8 por cento. Para o ano que vem, a projeção é de retração de 5 por cento, segundo o sindicato, que vê alguma retomada do crescimento somente a partir de 2017.

O emprego formal no setor – que inclui somente vagas nas construtoras --, terá queda de mais de 11 por cento este ano, com fechamento de 557 mil vagas, prevê o sindicato, retomando a patamares do início de 2010. Para 2016, a baixa ficará entre 5,5 a 6 por cento, uma redução de 200 mil postos de trabalho.

"Entre os principais fatores que contribuíram para as estimativas pouco animadoras estão o crescimento expressivo do desemprego, retração dos investimentos públicos e privados e consequente diminuição da renda e da confiança das famílias e das empresas", disse a entidade em nota divulgada em coletiva de imprensa.

De acordo com o presidente do Sinduscon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a deterioração do cenário político têm afetado o setor. “O que queremos é que haja solução rápida para a situação política. Seja com Dilma (Rousseff) ou sem Dilma. Queremos que haja definição para que medidas como o ajuste fiscal sejam implementadas para retomar a economia. O que queremos é que seja rápido”, disse.

Mesmo em um cenário de desaquecimento da demanda por conta da desaceleração econômica, o Sinduscon-SP prevê algum avanço do preço dos imóveis na cidade de São Paulo no ano que vem, diante das fortes quedas ocorridas em 2015 e por conta de mudanças no Plano Diretor da cidade, segundo Romeu.

“Se eu pudesse chutar, diria que vai subir. Houve em 2015 venda de estoques. O valor do imóvel tende a ser mais alto na cidade de São Paulo em função do Plano Diretor por conta das diversas restrições feitas”, declarou. “(Os preços) tendem a aumentar. Não só pela queda grande do valor como do aumento do custo do imóvel novo em São Paulo (devido ao novo Plano Diretor).”

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