Anglo adia cronograma de expansão de unidade de minério de ferro Minas-Rio

terça-feira, 8 de dezembro de 2015 14:15 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Anglo American adiou o cronograma de expansão do sistema de minério de ferro Minas-Rio, informou a mineradora ao mercado nesta terça-feira, citando questões relacionadas a licenças em uma apresentação em que lista uma série de cortes devido aos baixos preços da commodity.

A empresa prevê agora atingir a capacidade máxima do Minas-Rio de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro em 2018, ante previsão anterior que indicava o segundo trimestre de 2016.

O primeiro carregamento de minério de ferro do Minas-Rio aconteceu em outubro de 2014, após diversos atrasos contabilizados desde que a Anglo comprou o projeto entre 2007 e 2008, do empresário Eike Batista.

Maior investimento estrangeiro já feito no setor no Brasil até então, o Minas-Rio foi adquirido por cerca de 5,5 bilhões de dólares.

O início da operação foi comemorada com entusiasmo por executivos da empresa, que procuravam deixar para trás o histórico conturbado do projeto e assegurar ao mercado que o novo cronograma seria rigorosamente cumprido.

Entretanto, aconteceu em um cenário de baixos preços do minério, impactados por um excesso de oferta no mercado global, com aumento da produção das gigantes Rio Tinto, BHP Billiton e da brasileira Vale.

O empreendimento conta com um mineroduto de 530 quilômetros de comprimento que, com o uso de água, transporta o produto de mina e unidade de beneficiamento da Anglo em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, no Estado de Minas Gerais, até o Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro.

O novo cronograma, segundo a Anglo, prevê capacidade de produção em 10 milhões de toneladas neste ano, ante 700 mil no ano passado. Para 2016, está prevista capacidade de 18 milhões a 21 milhões e, para 2017, de 21 milhões e 23 milhões.   Continuação...