Braga projeta venda da distribuidora Celg D no 1º semestre de 2016

terça-feira, 8 de dezembro de 2015 19:29 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A distribuidora de energia elétrica de Goiás, a Celg D, deverá ser vendida até meados do ano que vem, disse nesta terça-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, após evento para assinatura de contratos de prorrogação das concessões de distribuição, em Brasília.

Anteriormente, a Eletrobras havia informado que pretende privatizar todas suas subsidiárias de distribuição de energia elétrica até o final de 2016, incluindo empresas que atuam no Piauí, Alagoas, Acre, Rondônia, Boa Vista, Amazonas e Goiás.

Inicialmente, havia expectativa de que a venda da Celg D ocorresse ainda em 2015. Não havia ficado claro, em nota da Eletrobras ao final de novembro, se a venda da distribuidora goiana havia mesmo sido postergada.

"Nós teremos um plano que é responsável para ser implementado com relação às distribuidoras da nossa Eletrobras... Não foi possível por razões técnicas, jurídicas e até mesmo políticas, resolver ainda no último trimestre de 2015 (a venda da Celg D), mas será no primeiro semestre do ano que vem", afirmou Braga, em entrevista a jornalistas.

Segundo ele, tão logo haja a conclusão da venda da Celg, o governo fará um balanço se o modelo de privatização adotado é o considerado correto. "Eu espero que seja."

Em meados do mês passado, o Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou as condições da desestatização da distribuidora Celg e definiu que o valor mínimo de venda das ações detidas pela estatal Eletrobras na empresa será de 1,427 bilhão de reais, incluído o valor referente à oferta aos empregados e aposentados.

Caso a estatal goiana CelgPar decida pela venda das ações do governo de Goiás na empresa, o valor da transação chegaria a um mínimo total de 2,8 bilhões de reais.

A CelgPar convocou Assembleia Geral Extraordinária para 17 de dezembro para decidir sobre a venda da fatia do governo do Estado de Goiás na Celg D, controlada pela estatal federal Eletrobras.

(Por Cesar Raizer)