Inflação na China acelera em novembro, mas riscos de deflação afetam economia

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015 08:38 BRST
 

Por Sue-Lin Wong

PEQUIM (Reuters) - A inflação ao consumidor da China acelerou ligeiramente em novembro, mas permaneceu bem abaixo da meta do governo para 2015 de 3 por cento, levantando preocupações de que a segunda maior economia do mundo pode entrar em deflação.

Com a economia enfraquecendo após anos de crescimento na casa de dois dígitos, analistas preveem que os preços ao consumidor da China não devem acelerar de forma significativa no futuro próximo devido à queda nos preços das commodities e energia, excesso de capacidade e demanda fraca.

Os dados aumentaram os pedidos de alguns economistas por mais estímulo e cortes na taxa de juros para impulsionar o crescimento e os preços, mesmo que o índice de preços ao consumidor de novembro tenha surpreendido ao subir 1,5 por cento na base anual ante 1,3 por cento em outubro. Pesquisa da Reuters apontava que a expectativa era de alta de 1,4 por cento.

"Com a confiança empresarial já na mínima de seis anos, a deflação persistente pode também colocar a economia sob o risco de uma espiral de queda", disseram economistas do HSBC em nota a clientes.

"Um afrouxamento mais agressivo da política monetária ainda é a chave para estabilizar o crescimento nos próximos meses."

Os dados divulgados nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Estatísticas também mostraram que as fábricas continuam sofrendo com a deflação dos preços ao produtor, com o índice de preços ao produtor caindo 5,9 por cento em novembro em comparação ao ano anterior, em linha com as expectativas e no mesmo patamar de outubro. Esse foi o 45º mês de queda do índice.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor ficaram estáveis, após queda de 0,3 por cento em outubro.

(Reportagem adicional por Pete Sweeney)