Desafio de Macri: restaurar o poderio econômico da Argentina

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015 09:53 BRST
 

Por Hugh Bronstein

BUENOS AIRES (Reuters) - Mauricio Macri toma posse como presidente da Argentina nesta quinta-feira, prometendo aproveitar os recursos naturais do país e abandonar as políticas populistas para recuperar uma economia que há décadas está aquém do potencial.

Se Macri acertar, o investimento poderia retornar ao país, graças ao cinturão de grãos nos Pampas, um promissor setor de tecnologia, a força de trabalho altamente qualificada e algumas das maiores reservas de óleo de xisto no mundo.

A ex-presidente Cristina Kirchner seguia a tradição populista de Juan Domingo Perón –-e sua esposa, a icônica Evita-–, que expandiu o alcance do Estado na década de 1940.

Durante seus oito anos no poder, Cristina cercou a Argentina de políticas comerciais protecionistas destinadas a reforçar a indústria local. Ela aumentou os gastos sociais num momento em que milhões de argentinos precisavam de ajuda para sair da pobreza, após a devastadora crise econômica de 2002.

Ajudada pelos altos preços mundiais de grãos, seus primeiros anos no poder foram de forte crescimento econômico. Mas o fim do boom das commodities, combinado com gastos pesados do governo e controles da moeda, contiveram o crescimento e elevaram a inflação para bem acima de 20 por cento.

Macri, um empresário conservador e ex-prefeito de Buenos Aires, ganhou a eleição presidencial no mês passado prometendo relaxar os controles comerciais e monetários e favorecer políticas de livre mercado.

"A única maneira de combater a pobreza é criando mais postos de trabalho", disse, enfatizando um papel mais importante para o setor privado.

A inimizade entre Cristina e Macri chegou ao ponto de a ex-presidente e seus aliados decidirem não participar da posse dele.   Continuação...

 
Presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, durante evento em Buenos Aires.  22/11/2015   REUTERS/Ivan Alvarado