Ford abre programa de demissão voluntária em fábrica na Bahia

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015 16:14 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Ford (F.N: Cotações) abriu nesta segunda-feira um programa de demissão voluntária (PDV) em sua fábrica de veículos instalada em Camaçari, na Bahia, em meio a um número de 2.000 funcionários excedentes identificados na unidade pela montadora norte-americana.

A quarta maior montadora de veículos instalada no Brasil em vendas, já havia divulgado no final de novembro intenção de fechar o turno da noite na unidade inaugurada em outubro de 2001 a partir de março do próximo ano.

O PDV será aberto entre 4 e 15 de janeiro e a montadora não informou a meta de cortes pretendida com o programa.

"A Ford informa que, devido à necessidade de ajustar a produção à demanda de mercado, abrirá um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para os empregados produtivos da fábrica de Camaçari (Bahia)", afirmou a companhia em comunicado à imprensa. "Esta medida tem como objetivo adequar o excedente da força de trabalho decorrente do encerramento do turno da noite desta unidade a partir de março de 2016".

A fábrica da companhia em Camaçari produz o utilitário compacto EcoSport. Segundo dados da associação de distribuidores de veículos Fenabrave, o modelo acumula queda de 36 por cento nas vendas de janeiro a novembro deste ano sobre o mesmo período de 2014, para 31.428 unidades, em meio ao declínio do mercado brasileiro e a concorrência com modelos mais novos como o Renegade, do grupo Fiat Chrysler (FCHA.MI: Cotações).

A unidade produz também o compacto Ka nas versões hatch e sedã, cujas vendas acumuladas somam 115.717 unidades até final de novembro deste ano, salto ante cerca de 34 mil registradas um ano antes, segundo os dados da Fenabrave.

Atualmente a fábrica da Ford emprega cerca de 9 mil funcionários entre os contratados pela montadora e por sistemistas. A Ford não informou o número de funcionários que possui na unidade.

Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari não estavam disponíveis para comentar o assunto.

(Por Alberto Alerigi Jr.)