Bancos estão dispostos a injetar recursos para socorrer espanhola Abengoa, dizem fontes

terça-feira, 15 de dezembro de 2015 15:43 BRST
 

MADRI (Reuters) - Os principais bancos credores do grupo espanhol de engenharia e energia Abengoa estariam dispostos a injetar recursos de emergência na empresa imediatamente, se a companhia não encontrar outras alternativas de financiamento, disseram duas fontes bancárias nesta terça-feira.

Os bancos têm uma reunião com diversos fundos nesta terça-feira para tentar envolvê-los no projeto, ao qual poderia se juntar também o estatal Instituto de Crédito Oficial. O plano seria injetar até 110 milhões de euros para atender as necessidades de liquidez da Abengoa para dezembro e evitar o colapso.

Além disso, os credores poderiam fazer um segundo aporte em janeiro, de cerca de 100 milhões de euros, condicionado a um plano de viabilidade que está sendo preparado pela consultoria especializada Lazard e deve ser apresentado em 18 de janeiro.

Fontes a par da situação da Abengoa, que não quis comentar a informação, estimam em cerca de 100 milhões de euros as necessidades mensais de recursos da companhia para manter a liquidez.

Uma terceira fonte disse que os credores, no entanto, querem que os principais proprietários da Abengoa se desfaçam de participações no negócio, como a fatia detida na filial norte-americana Abengoa Yield, antes de aportar os recursos.

O plano da Lazard, que incluiria um rápido desinvestimento de ativos, deve mostrar um projeto crível de viabilidade para a companhia.

Os bancos Santander, Popular, Caixabank, Sabadell e Bankia são as instituições financeiras espanholas mais expostas à Abengoa, cujo passivo poderia chegar a 25 bilhões de euros, incluindo títulos, segundo algumas fontes.

A companhia confirmou à Reuters nesta terça-feira que paralisou as obras no Brasil e negocia uma solução com as autoridades locais.

Na véspera, documento da Aneel apontou que representantes da Abengoa disseram ao órgão regulador do país, a Aneel, que tentam vender ativos ou encontrar parceiros para tocar os empreendimentos brasileiros.

(Por Julien Toyer y Carlos Ruano)