BC da China prevê desaceleração do crescimento econômico para 6,8% em 2016

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 12:55 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - O crescimento econômico anual da China deve desacelerar para 6,8 por cento em 2016 ante esperados 6,9 por cento neste ano, afirmou o banco central da China em um documento publicado nesta quarta-feira.

A segunda maior economia do mundo ainda enfrenta pressões e o impacto das políticas monetária e fiscal que foram aplicadas neste ano ficarão evidentes até o primeiro semestre de 2016, disse o banco central.

"Mesmo que as pressões ao crescimento persistam por um tempo devido ao excesso de capacidade, desaceleração do lucro e aumento dos empréstimos inadimplentes, nós esperamos que o número de fatores positivos aumente gradualmente em 2016", disse.

A recente valorização da taxa de câmbio efetiva real do iuan colocou pressão sobre as exportações chinesas, disse o banco central, acrescentando que manter a taxa de câmbio ponderada pelo comércio relativamente estável pode ajudar as exportações.

Enquanto isso, a Academia Chinesa de Ciências Sociais, um dos principais institutos de pesquisa do governo, previu que a economia pode expandir a um ritmo mais lento em 2016, de entre 6,6 por cento e 6,8 por cento, devido à fraca demanda externa e ao enfraquecimeto do investimento doméstico.

O banco central estima ainda que o investimento em ativo fixo da China, importante motor da economia, crescerá 10,8 por cento em 2016 ante este ano, conforme o investimento em propriedades se estabiliza.

As vendas no varejo chinesas podem crescer 11,1 por cento no próximo ano em base anual, enquanto as exportações devem aumentar 3,1 por cento e as importações, 2,3 por cento.

A inflação anual ao consumidor do país deve acelerar a 1,7 por cento em 2016 ante uma esperada alta de 1,5 por cento neste ano. Enquanto o índice de preços ao produtor deve cair 1,8 por cento no próximo ano, moderando da queda esperada de 5,2 por cento em 2015.

(Reportagem por Xiaoyi Shao e Kevin Yao)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729)) REUTERS EN CMO

 
Bandeira nacional chinesa vista em Pequim.  29/10/2015   REUTERS/Jason Lee