Norueguesa Statkraft suspende investimentos em usinas de energia eólica no mar

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 15:42 BRST
 

OSLO (Reuters) - A elétrica norueguesa Statkraft [STATKF.UL] deixará de investir em novos parques eólicos offshore, instalados em alto mar, incluindo o maior projeto do tipo do mundo no litoral da Grã-Bretanha, para poder continuar pagando dividendos ao governo, seu controlador, mesmo com uma queda nos preços da energia no mercado nórdico.

A decisão anunciada nesta quarta-feira é um golpe para os planos da Grã-Bretanha de manter seu status como maior mercado de energia eólica offshore do mundo, com planos de dobrar até 2020 a capacidade eólica no mar, atualmente em 5 gigawatts (GW).

A Statkraft disse que mudou os planos de investimentos por causa do governo norueguês, revertendo uma decisão anterior que permitira à empresa reter 5 bilhões de coroas suecas (equivalentes a 574 milhões de dólares) em dividendos para apoiar novos projetos.

A receita da empresa foi atingida pelo baixos preços da energia nos países nórdicos, que caíram para uma mínima de 15 anos de 13,4 euros por megawatt-hora (MWh) no terceiro trimestre.

"A energia eólica offshore é muito intensiva em capital. Os termos financeiros impostos pelo controlador impossibilitam a Statkraft de investir em novos projetos eólicos no mar", disse o presidente executivo da Statkraft, Christian Rynning-Toennesen.

Com isso, a companhia não investirá mais no parque Dogger Bank, que seria a maior eólica offshore do mundo, e nem na usina Triton Knoll, ambas previstas para a costa britânica, que se encontravam em fase de desenvolvimento.

A energia eólica offshore é uma formas mais caras de produção, devido à localização das turbinas, em alto mar, longe da costa. O governo britânico anunciou recentemente que as condições para se qualificar a financiamentos para esses projetos passarão a ser mais restritivas, em uma tentativa de conter custos.

(Por Nerijus Adomaitis e Karolin Schaps; reportagem adicional por Ole Petter Skonnord)