MPF denuncia suspeitos de esquema de propina entre Petrobras e SBM

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 21:13 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou nesta quinta-feira 12 pessoas suspeitas de envolvimento em esquema de pagamento de propinas envolvendo ex-executivos da Petrobras e da empresa holandesa SBM Offshore, uma das maiores fornecedoras de plataformas de petróleo no mundo.

As denúncias, que incluem o atual presidente da holandesa, Bruno Chabas, foram apresentadas enquanto a Polícia Federal realizava operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão como parte da operação Sangue Negro, que investiga o desvio de dinheiro de contratos da Petrobras para o pagamento de propinas ocorrido a partir de 1997.

A apuração, disse a Polícia Federal, teve início antes da operação Lava Jato, embora todos os seus alvos estejam relacionados àquela investigação, que envolve políticos, empreiteiras, além de ex-diretores da estatal, entre outros.

As denúncias foram apresentadas enquanto a SBM negocia um acordo de leniência com autoridades brasileiras. O pacto permitiria que a companhia holandesa voltasse a firmar novos contratos com a estatal.

Uma 13ª pessoa também foi denunciada na operação nesta quinta-feira, porém não está relacionada à holandesa SBM.

Entre os acusados denunciados que trabalharam na Petrobras estão os ex-diretores Jorge Zelada e Renato Duque, o ex-gerente-executivo Pedro Barusco e o membro de comissão de licitação de diversas plataformas Paulo Roberto Carneiro.

Entre os denunciados da SBM, estão o presidente, Bruno Chabas, e o membro do Conselho de Administração Sietze Hepkema, além de ex-agentes de vendas no Brasil Julio Faerman e Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva e dos ex-executivos da cúpula da companhia Robert Zubiate, Didier Keller e Tony Mace.

"Integrantes da direção atual da SBM estão sendo denunciados por favorecimento pessoal, por terem adotado condutas tendentes a evitar ação penal contra algumas das pessoas envolvidas nem atos de corrupção", afirmou o MPF em uma nota.   Continuação...