Levy deve deixar o governo nesta 6ª, no máximo nos próximos dias, dizem fontes

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 18:02 BRST
 

Por Lisandra Paraguassu e Patrícia Duarte

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve deixar o cargo ainda nesta sexta-feira, no máximo nos próximos dias, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento sobre o assunto, após diversos atritos com a presidente Dilma Rousseff, sobretudo quanto ao ajuste fiscal.

O nome mais forte para substituí-lo é o do atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que tem um perfil mais alinhado ao da presidente, apesar de certa resistência do mercado, que o enxerga como "desenvolvimentista".

A presidente teria buscado alternativas fora do governo. Foram sondados o economista Marcos Lisboa, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, e Otaviano Canuto, diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas ambos recusaram, disseram à Reuters duas fontes diferentes.

Outro nome que surgiu nas últimas horas seria o do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, segundo uma fonte do Planalto, que pediu anonimato.

O petista chegou a ser cotado para o cargo no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, antes de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convencê-la de que o governo precisava de um nome palatável para o mercado.

Wagner poderia exercer a função que Antonio Palocci teve no primeiro governo de Lula, a de um político com ótimo trânsito no Congresso cercado com uma equipe técnica forte.

Nesta manhã, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que um ministro da Fazenda precisa ser "jeitoso", além de técnico e político --um perfil que o descreve.

A solução Wagner, no entanto, traria dois problemas: desorganizaria a equipe do Planalto, que finalmente trabalha afinada após a chegada dele à Casa Civil, e poderia ter mais dificuldade para conseguir um respaldo do mercado.   Continuação...

 
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy. 23/11/2015 REUTERS/Sergio Moraes