Levy não diz se permanece na Fazenda e afirma que não quer criar constrangimento

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 13:41 BRST
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, insistiu nesta sexta-feira em respostas evasivas sobre sua saída do governo e em nenhum momento foi direto sobre sua permanência no cargo, mesmo após intensos ruídos de que estaria deixando a pasta.

"Espero continuar confortável em tudo que faço", disse a jornalistas em café da manhã, após ser questionado diversas vezes sobre o tema.

"O ano legislativo se encerrou e isso abre umas tantas alternativas. Evidentemente meu objetivo não é criar nenhum tipo de constrangimento ao governo. É importante ter clareza de exatamente quais são as prioridades até em função de todas as diversas demandas sobre o governo, sobre a presidente, e eu acho que qualquer caminho vai ser muito em função disso", acrescentou.

A resposta foi dada logo após ter sido perguntado diretamente se teria tido conversas com Dilma Rousseff para acertar a entrega do posto.

"A gente tem conversado", limitou-se a dizer.

As notícias sobre a saída do ministro ganharam força nos últimos dias, turbinadas pela decisão do governo de buscar uma meta de superávit primário para 2016 que previsse abatimentos que poderiam, na prática, anular o esforço fiscal.

Levy sempre foi contrário ao afrouxamento, avaliando que diminuiria a pressão para parlamentares aprovarem medidas de ajuste, aumentando a desconfiança de agentes econômicos com o real esforço para o reequilíbrio das contas públicas.

Na véspera, no entanto, o Congresso aprovou uma meta de superávit menor, de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), sobre 0,7 por cento defendido por Levy, mas barrou a possibilidade de descontos, como inicialmente queria o Executivo.   Continuação...