Credores da OAS aprovam plano de recuperação e venda de fatia na Invepar, diz fonte

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 14:28 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Credores da OAS, grupo de engenharia em recuperação judicial, aceitaram vender fatia de 24,4 por cento na empresa de infraestrutura Invepar à canadense Brookfield Asset Management por ao menos 1,35 bilhão de reais, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

Numa reunião que terminou na madrugada desta sexta-feira, os credores aprovaram um plano de reestruturação, que envolve o pagamento de apenas 20 por cento da dívida em um prazo de até quase 20 anos, disse a fonte.

Os credores também aprovaram a venda da participação da OAS em uma empresa de gestão de resíduos e numa unidade de construção de plataformas de petróleo e gás, acrescentou a fonte.

Os credores concordaram em vender da fatia da OAS na Invepar se a Brookfield desistir de estender um controverso empréstimo de cerca de 800 milhões de reais para a empreiteira brasileira, disse a fonte, que pediu anonimato porque a transação é privada.

A Reuters publicou em 10 de novembro que a venda Invepar era parte dos esforços da OAS para sair da recuperação judicial. A OAS Investimentos, unidade que detém a participação na Invepar, esperava obter pelo menos 2,2 bilhões de reais pelo ativo, informou a Reuters em agosto.

Sob o plano de reestruturação, a OAS foi autorizada pelos credores a manter 350 milhões de reais oriundos da venda da fatia Invepar para financiar suas operações, disse a fonte.

A venda acontecerá num leilão no mês que vem, e a Brookfield assegurou o direito de cobrir lances de outros interessados ​​na Invepar, acrescentou a fonte. A recuperação judicial e a venda da Invepar dependem de aprovação do tribunal de falências e dos fundos de pensão que são os principais sócios da OAS na Invepar.

Em março, o Grupo OAS pediu proteção contra falência para facilitar a reestruturação de 8 bilhões de reais em dívida de nove unidades. O pedido veio na esteira dos efeitos da operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras do país.

(Por Guillermo Parra-Bernal e Tatiana Bautzer)