Senado dos EUA aprova reforma do FMI como parte de lei orçamentária

sábado, 19 de dezembro de 2015 09:16 BRST
 

Por David Chance

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos ratificou na sexta-feira as reformas para aumentar a representação de países emergentes no Fundo Monetário Internacional, como parte de um projeto de lei orçamentária, abrindo caminho para países como Brasil, China e Índia terem maior espaço no órgão mundial.

Um amplo acordo orçamentário para manter o governo dos Estados Unidos operacional até setembro de 2016 incluiu uma medida para colocar Brasil, China, Índia e Rússia entre os 10 principais membros do FMI e dar aos mercados emergentes maior influência na entidade.

A legislação segue agora para sanção do presidente Barack Obama.

Planos definidos em 2010 para dar aos emergentes maior poder de voto no fundo e dobrar os recursos do FMI vinham se arrastando no Congresso dos EUA há anos. Sob o novo regime, o voto da China no FMI passará de 3,8 por cento para 6 por cento, por exemplo.

Com a reforma, todos os 188 membros do FMI vão ampliar sua cota de recursos no fundo para cerca de 477 bilhões de direitos especiais de saques, a moeda do FMI (659,67 bilhões de dólares) ante cerca de 238,5 bilhões.

Sob as novas regras, a diretoria do FMI será totalmente eleita.