December 21, 2015 / 10:19 PM / in 2 years

Barbosa anuncia nova equipe na Fazenda e repete compromisso com ajuste fiscal

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Presidente Dilma Rousseff cumprimenta Joaquim Levy (à direita) na cerimônia de posse do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira. 21/12/2015Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reafirmou seu compromisso com o ajuste fiscal durante cerimônia de posse do cargo, após a qual anunciou sua equipe, com permanência de Jorge Rachid à frente da Secretaria da Receita Federal e Otávio Ladeira assumindo interinamente a Secretaria do Tesouro Nacional no lugar de Marcelo Saintive.

No time dos que já acompanhavam Barbosa no ministério do Planejamento, irão para a nova pasta Dyogo Henrique de Oliveira, como secretário-executivo da Fazenda, e Manoel Pires, como novo secretário de Política Econômica. No Planejamento, eles ocupavam os cargos de secretário-executivo e secretário de assuntos econômicos, respectivamente.

Além disso, Luis Antonio Balduino permanecerá no comando da Secretaria de Assuntos Internacionais, enquanto Paulo Guilherme Corrêa continuará chefiando a Secretaria de Acompanhamento Econômico. Fabrício Da Soller, por sua vez, será o novo procurador-geral da Fazenda Nacional.

Em discurso de posse, Barbosa repetiu pontos que vem destacando desde sexta-feira, quando foi nomeado ao cargo, assinalando ser preciso "aperfeiçoar nossa política econômica para recuperar a estabilidade fiscal e o controle da inflação".

Mais uma vez, o novo titular da Fazenda apontou que o maior desafio do governo é fiscal.

"Nosso maior desafio é construir as condições para estabilizar e depois reduzir o nosso grau de endividamento público, tanto em termos de dívida líquida quanto em termos de dívida bruta. Temos todas as condições de superar esse desafio."

Barbosa também reforçou que a reforma da Previdência é prioridade e que o governo planeja entregar uma proposta de mudança ao Congresso Nacional no primeiro semestre do próximo ano.

O ministro afirmou que irá trabalhar ao longo de 2016 para construir uma proposta de consenso a respeito da criação de um limite para o crescimento das despesas públicas. Também fez um apelo para aprovação pelo Legislativo da volta da CPMF e da proposta que prorroga a vigência da Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Segundo Barbosa, o momento não permite a redução da receita tributária, mas é preciso "com certeza" melhorar o perfil e a eficiência da arrecadação.

O discurso deu sequência a uma romaria do ministro junto a veículos de imprensa e investidores para reduzir os temores do mercado de que seria um nome menos rigoroso com o ajuste fiscal e mais leniente com a expansão do gasto público.

O esforço, contudo, não convenceu os agentes econômicos. Mesmo após Barbosa conceder diversas entrevistas à mídia e participar de teleconferência com investidores, o dólar encerrou a sessão desta segunda-feira em alta de quase 2 por cento, acima de 4 reais pela primeira vez em mais de dois meses e meio.

Para investidores, a ausência de sinalizações mais contundentes de um rigor com as contas públicas afetou negativamente o câmbio.

De saída da Fazenda, o ex-ministro Joaquim Levy apontou que o Brasil avançou no reequilíbrio da economia nos últimos meses, mas reforçou a necessidade de enfrentamento de "questões mais profundas" que foram deixadas de lado durante o boom das commodities.

Por Marcela Ayres

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