Pagamento de pedaladas não deve aumentar dívida pública federal em 2015, diz Tesouro

terça-feira, 22 de dezembro de 2015 11:50 BRST
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal não será elevada neste ano em função do eventual pagamento das chamadas pedaladas fiscais, apontou o Tesouro Nacional nesta terça-feira, indicando a utilização para esse fim de um colchão de liquidez já existente.

Em coletiva de imprensa, o coordenador-geral de Controle da Dívida Pública, Antônio de Pádua Passos, afirmou que não haverá novas emissões para que se pague essa dívida.

"O Tesouro emitiu ao longo do ano, tem aquele caixa que é o colchão da dívida e parte dele será utilizado para essa finalidade se assim for decidido", disse.

Como as emissões realizadas já impactaram a dívida, a eventual quitação dos recursos devidos a bancos públicos pela União por concessão de subsídios e subvenções não aumentará esse montante.

Um pouco antes, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, José Franco Medeiros de Morais, já havia afirmado que a dívida pública federal não deve estourar o teto de 2,8 trilhões de reais para 2015 fixado no Plano Anual de Financiamento (PAF) em função do pagamento das pedaladas.

Na véspera, o novo ministro do Planejamento, Valdir Simão, afirmou que o governo fará o possível para realizar esse pagamento ainda este ano e encerrar o exercício "adequadamente" junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Os atrasos referentes às pedaladas somam 57 bilhões de reais.

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