Dados forte de emprego dos EUA apontam para resiliência da economia

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016 14:20 BRST
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As companhias privadas dos Estados Unidos criaram vagas de emprego em um patamar elevado em dezembro, apontando para a força implícita da economia, apesar dos sinais de que o crescimento tenha desacelerado com força no quarto trimestre.

Outros dados divulgados nesta quarta-feira mostraram uma leve moderação na atividade do setor de serviços no mês passado. O déficit comercial dos EUA também diminuiu em novembro, com a importação caindo ao menor nível em quase cinco anos, sinalizando o enfraquecimento da demanda doméstica em meio a esforços das empresas norte-americanas de reduzir os grandes estoques.

Os relatórios de serviços e de comércio exterior se somaram a dados fracos de construção e de venda de veículos, sugerindo que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA desacelerou nos últimos três meses de 2015.

A processadora de folhas de pagamentos ADP disse que o setor privado adicionou 257 mil vagas no mês passado, o maior ganho desde dezembro de 2014, após aumento de 211 mil em novembro.

"O mercado de trabalho está terminando o ano com vigor, isso é certo", disse Chris Rupkey, economista-chefe do MUFG financeira Union Bank em Nova York.

Entretanto, os dados da ADP tendem a superestimar os ganhos de emprego de dezembro por causa de uma particularidade da contagem de fim de ano.

A força do mercado de trabalho sugere que os fundamentos da economia continuam saudáveis, e alguns economistas dizem que isso pode manter o Federal Reserve, banco central dos EUA, no curso para elevar novamente os juros em março.

Em um relatório separado, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) disse que seu índice não industrial caiu para 55,3 por cento em dezembro ante leitura de 55,9 por cento em novembro. Uma leitura acima de 50 indica expansão no vasto setor de serviços.

Em um terceiro relatório, o Departamento do Comércio disse que o déficit comercial caiu 5 por cento para 42,4 bilhões de dólares em novembro.

(Reportagem adicional por Dan Burns em Nova York)