Bovespa recua ao menor patamar desde março de 2009 por China e Coreia do Norte

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016 19:21 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou no vermelho nesta quarta-feira, em linha com o exterior, uma vez que a aversão a risco voltou a derrubar as principais bolsas globais, diante de preocupações com a economia da China e após a Coreia do Norte anunciar um teste com bomba de hidrogênio.

O Ibovespa caiu 1,52 por cento, a 41.773 pontos, menor patamar desde 31 de março de 2009, depois de ter recuado 1,96 por cento no pior momento do dia. O giro financeiro do pregão foi de 5,5 bilhões de reais.

Dados fracos da China já haviam derrubado os mercados na segunda-feira. Com o noticiário doméstico reduzido, investidores estão mantendo o foco no exterior.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, divulgado na quarta-feira, revelou que a atividade do setor de serviços no país asiático cresceu no menor ritmo em 17 meses em dezembro.

A China também permitiu que o iuan se desvalorizasse mais, levantando preocupações de que a segunda maior economia do mundo poderia estar mais fraca do que imaginado.

As ações de mineração e siderurgia, expostas ao mercado chinês, estiveram entre as maiores baixas da Bovespa. Na Europa, o FTSEurofirst 300 perdeu 1,27 por cento. Nos Estados Unidos, o S&P 500 cedia mais de 1 por cento.

Somou-se ao sentimento de aversão ao risco a notícia de que a Coreia do Norte testou com sucesso uma bomba H, reivindicando avanço significativo em suas capacidades de ataque e acionando um sinal de alerta no Japão e na Coreia do Sul.

"Esse teste acaba trazendo instabilidade para os países e preocupações para o mercado", disse o operador Luiz Roberto Monteiro, da Renascença DTVM.   Continuação...

 
Homem observa gráfico de índices em painel eletrônico na Bovespa, em São Paulo. 10 de setembro de 2015.  REUTERS/Paulo Whitaker