Economistas passam a ver corte maior de juros na última reunião do ano, com Selic a 13,50% em 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016 10:37 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras mantiveram a expectativa de que a taxa básica de juros será cortada em 0,25 ponto percentual esta semana, mas passaram a ver uma redução maior na última reunião do ano do Banco Central.

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que os economistas passaram a ver uma redução de 0,50 ponto na Selic no encontro de 29 e 30 de novembro do Comitê de Política Monetária (Copom), contra expectativa de 0,25 ponto antes, com a Selic encerrando o ano a 13,50 por cento.

Para a reunião desta semana permanece a expectativa de um corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros, atualmente em 14,25 por cento. A perspectiva para 2017 permaneceu em 11 por cento.

Os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no Top-5, também passaram a ver corte de 0,50 ponto na última reunião, com a taxa básica de juros terminando 2016 a 13,50 por cento. Para 2017 eles continuam projetando a Selic a 11,25 por cento.

O Copom anuncia na quarta-feira sua decisão, com economistas divididos sobre o tamanho do corte esperado, que será o primeiro em quatro anos, segundo pesquisa da Reuters.

As apostas no mercado de um corte de 0,50 ponto percentual ganharam mais força depois que a Petrobras anunciou na sexta-feira a redução dos preços do diesel em 2,7 por cento e da gasolina em 3,2 por cento nas refinarias.

O levantamento do BC continuou mostrando redução na perspectiva para a inflação este ano, com a alta do IPCA agora projetada em 7,01 por cento, 0,03 ponto percentual a menos do que na semana anterior. A projeção para 2017, por sua vez, caiu a 5,04 por cento, de 5,06 por cento.

A retração do Produto Interno Bruto (PIB) esperada para este ano passou agora a ser de 3,19 por cento, ante recuo de 3,15 por cento previsto antes. A estimativa de recuperação em 2017 se manteve em 1,30 por cento.

(Por Camila Moreira)

 
Sede do Banco Central, em Brasília.     23/09/2015      REUTERS/Ueslei Marcelino