Wall St cai com pressão de ações de energia e consumo

segunda-feira, 17 de outubro de 2016 19:30 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em queda modesta nesta segunda-feira, conforme as ações do setor de energia recuaram na esteira da baixa dos preços do petróleo, enquanto Amazon e Netflix pressionaram o setor de consumo discricionário.

O índice Dow Jones caiu 0,29 por cento, a 18.086 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,3 por cento, a 2.126 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,27 por cento, a 5.199 pontos.

O vice-chair do Federal Reserve, Stanley Fischer, advertiu que a estabilidade econômica pode ser ameaçada por baixas taxas de juros e destacou que o banco central dos Estados Unidos está "muito perto" de suas metas de emprego e inflação, mas disse que não era tão simples subir juros.

Declarações contraditórias de autoridades do Fed sobre quando os juros vão subir na maior economia do mundo têm adicionado incertezas nos mercados, que já estão tendo que lidar com mudanças na dinâmica da tumultuada eleição presidencial dos EUA e com o nervosismo em relação ao desempenho das empresas no terceiro trimestre.

As ações do setor de energia caíram 0,6 por cento após a queda nos preços o petróleo, que foram pressionados pelas preocupações sobre excesso de oferta.

Investidores esperam uma melhora nos resultados corporativos no terceiro trimestre. Após 7 por cento das empresas que compõem o S&P 500 terem divulgado os resultados trimestrais até a manhã desta segunda-feira, as expectativas são de queda de 0,1 por cento nos lucros no trimestre, uma melhora em relação a expectativa de queda de 0,5 por cento em 1º de outubro, segundo dados da Thomson Reuters.

As ações do Bank of America subiram 0,3 por cento após seu lucro subir pela primeira vez em três trimestres e superar as estimativas.

Já as ações da Netflix caíram 1,6 por cento antes da divulgação de seus resultados, enquanto a Amazon.com perdeu 1,2 por cento, a terceira sessão seguida de baixa, pressionando o índice de consumo discricionário, que caiu 0,8 por cento.

(Por Chuck Mikolajczak)