Lucro do Itaú Unibanco cai 9% no 3º tri; inadimplência sobe e provisões caem

segunda-feira, 31 de outubro de 2016 09:03 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco teve lucro 9 por cento menor no terceiro trimestre, com os efeitos de nova contração no crédito sendo parcialmente compensados por maiores ganhos com juros e menos despesas com provisões para perdas com inadimplência, apesar de nova alta nos níveis de calotes.

O banco, que no começo do mês anunciou a compra das operações de varejo do Citi no Brasil, informou nesta segunda-feira que seu lucro líquido de julho a setembro somou 5,394 bilhões de reais, queda de 9,3 por cento sobre um ano antes.

Em termos recorrentes, o lucro foi de 5,595 bilhões de reais no período, queda de 8,94 por cento ante igual período de 2015.

Refletindo a recessão no país, a carteira de crédito do Itaú Unibanco teve contração de 11,5 por cento em 12 meses na métrica que inclui avais e fianças, a 567,7 bilhões de reais. Incluindo títulos privados, o recuo foi de 11 por cento, a 605,1 bilhões.

Os maiores declínios foram nas carteiras de veículos, repasses dos BNDES e financiamento à exportação, enquanto as linhas imobiliária (+11,5 por cento) e de cartão de crédito (1,3 por cento) foram as únicas a registrar expansão.

Ainda assim, o banco teve margem financeira 6,7 por cento maior na comparação com o trimestre anterior, a 17,7 bilhões de reais, por ter repassado taxas maiores a clientes e aos resultados positivos da tesouraria.

O índice de inadimplência das operações de crédito vencidas acima de 90 dias atingiu 3,9 por cento, 0,3 ponto percentual maior ante o trimestre anterior e 0,9 ponto maior em 12 meses.

Segundo o Itaú Unibanco, essa alta refletiu uma operação de uma empresa de grande porte no Brasil, cujo nome não foi revelado. Sem isso, o índice teria ficado estável.

De todo modo, a provisão feita pelo banco para perda esperada com calotes somou 6,169 bilhões de reais, queda de 2,7 por cento na comparação trimestral e alta de apenas 2,9 por cento sobre um ano antes.   Continuação...

 
Em foto de arquivo, pessoas entram em agência do Itaú no Rio de Janeiro
29/01/2014 REUTERS/Sergio Moraes