Produção industrial no Brasil sobe em setembro mas fraqueza ainda predomina

terça-feira, 1 de novembro de 2016 10:48 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial do Brasil encerrou o terceiro trimestre com alta em setembro após duas quedas seguidas, mas num resultado ainda insuficiente para abrir caminho para uma recuperação sustentada.

A alta de 0,5 por cento em setembro sobre o mês anterior veio após recuos de 3,5 por cento em agosto e de 0,1 por cento em julho, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo mês de 2015, a produção apresentou recuo de 4,8 por cento em setembro, atingindo o 31º mês consecutivo de retração nessa base de comparação, ainda que a menos intensa desde junho de 2015 (-2,6 por cento).

"Tem que relativizar o crescimento de 0,5 por cento porque ele se dá em cima de duas quedas seguidas, e uma delas expressiva", destacou o economista do IBGE André Macedo.

Os resultados foram ligeiramente melhores do que as expectativas de alta de 0,4 por cento na base mensal e de recuo de 5,2 por cento sobre o ano anterior na mediana das projeções em pesquisa da Reuters.

Os destaques positivos em setembro foram as altas de 1,2 por cento de Bens Intermediários e de 1,9 por cento de Bens de Consumo Duráveis na comparação com agosto. Os ganhos, entretanto, foram insuficientes para recuperar as quedas vistas em agosto de 3,6 e 6,4 por cento, respectivamente.

Por outro lado, Bens de Capital, uma medida de investimento, apresentou recuo de 5,1 por cento, a terceira leitura negativa para a categoria.

Apenas nove dos 24 ramos pesquisados, segundo o IBGE, apresentaram aumento da produção em setembro, destacando-se produtos alimentícios (6,4 por cento), indústrias extrativas (2,6 por cento) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,8 por cento).   Continuação...

 
Unidade da montadora de automóveis Chery em Jacareí (SP). 28/08/2014 REUTERS/Roosevelt Cassio