Camex prorroga defesa contra importação de resina de polipropileno dos EUA

terça-feira, 1 de novembro de 2016 18:16 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Câmara de Comércio Exterior prorrogou por até cinco anos mecanismo de defesa do Brasil contra importações de resina de polipropileno originária dos Estados Unidos, atendendo pleito da petroquímica Braskem.

A resina, um dos principais produtos da Braskem, também é um dos principais insumos da produção de plásticos e tem aplicação em filmes, fibras para telhas, tecelagens e cordoaria, utilidades domésticas, embalagens, eletrodomésticos e peças automotivas.

A Braskem é a maior petroquímica da América Latina. No final de setembro, a Camex já tinha prorrogado por até cinco anos direito antidumping sobre PVC, outro importante produto da Braskem, fabricado nos Estados Unidos e México.

"Concluiu-se que, caso o direito antidumping seja extinto, as exportações dos EUA a preços de dumping, muito provavelmente, voltarão a atingir volumes significativos, tanto em termos absolutos quanto em relação ao consumo", afirma a decisão da Camex publicada no Diário Oficial da União, nesta terça-feira. Na decisão, foi prorrogada a sobretaxa de 10,6 por cento sobre polipropileno importado dos EUA.

"Pode-se concluir que, caso o direito antidumping não seja prorrogado, haverá retomada do dano à indústria doméstica decorrente das importações objeto do direito antidumping", acrescentou.

Para mais informações, consulte: bit.ly/2f8xOZw

INDÚSTRIA CRITICA

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que questiona a prorrogação do antidumping sobre a resina, em 2009, quando o mecanismo não estava em vigor, as importações de polipropileno dos EUA representavam 30 por cento das importações totais do produto pelo país. Em 2015, a participação era de 2 por cento.   Continuação...