ENTREVISTA-WEG busca fechar em 2017 primeiros contratos de exportação de turbinas eólicas

quinta-feira, 3 de novembro de 2016 16:32 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de motores e equipamentos para energia WEG tem prospectado mercados para exportar turbinas eólicas produzidas em sua fábrica de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com o objetivo de fechar os primeiros contratos já em 2017, afirmou à Reuters um executivo da companhia.

O movimento da empresa rumo ao mercado internacional foi guiado por uma menor demanda pelas máquinas no Brasil, onde o ritmo de contratação de novas usinas de energia caiu em meio a um menor consumo decorrente da crise econômica.

Os primeiros alvos das vendas externas serão países nas Américas nos quais a WEG já possui unidades fabris que poderiam agregar conteúdo local às turbinas eólicas brasileiras, explicou o diretor de energia eólica da WEG, João Paulo Gualberto.

"As Américas são nosso primeiro alvo... estamos começando a prospectar no Peru, Colômbia, Argentina, México, Estados Unidos. É uma questão de tempo... nosso objetivo é procurar fechar alguns contratos, ou pelo menos um, ainda em 2017", afirmou o executivo.

Segundo ele, esses negócios visariam entregas após 2018, uma vez que até lá a fábrica da companhia já está totalmente ocupada com vendas internas viabilizadas nos últimos anos, quando o mercado eólico do Brasil ainda estava fortemente aquecido.

"O que a crise brasileira fez foi antecipar nossa planejada saída para o mercado externo", afirmou Gualberto.

Ele disse que outro mercado no radar da companhia é o africano, onde a WEG poderia aproveitar suas fábricas de transformadores e painéis na África do Sul para agregar conteúdo local às turbinas.

A empresa, maior fabricante de motores elétricos da América Latina, também possui unidades na Argentina, Colômbia, México, além dos Estados Unidos, entre outros países.   Continuação...