Ser avalia que recuo em base de alunos Fies poderá ser compensada com ganhos de eficiência

sexta-feira, 4 de novembro de 2016 13:33 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A queda na base de alunos contemplados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pode gerar impactos na margem da Ser Educacional, mas a empresa avalia que poderá compensar o efeito com ganhos de eficiência nos próximos anos, disse o diretor financeiro da empresa, João Albérico Porto de Aguiar, nesta sexta-feira.

Em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do terceiro trimestre, o executivo comentou que a proporção de estudantes financiados pelo Fies pode cair para 35 por cento da base total da empresa ante 45,5 por cento ao final de setembro.

Ao responder pergunta de analista sobre os impactos no próximo ano na margem da empresa causados pela retração do Fies, Aguiar comentou inicialmente que seriam pequenos, de 2 a 3 pontos. Mas a empresa esclareceu posteriormente que a estimativa envolve o período até 2020 e que o impacto poderá ser compensado com medidas de eficiência.

A Ser Educacional informou, ainda, que a cada 10 pontos percentuais de queda na penetração do Fies há um impacto de 1 ponto percentual na margem Ebitda.

O diretor financeiro também estimou que a taxa semestral de evasão dificilmente cairá abaixo de 11 por cento por causa do desemprego em grandes cidades do país. Por conta disso, a Ser Educacional vem sendo mais conservadora em seus esforços de contingência e espera entrar 2017 com ciclo controlado de inadimplência (PDD).

Às 12:50, as ações da Ser exibiam alta de 1,5 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 0,5 por cento.

Segundo Aguiar, o atraso na realização das provas do Enem neste ano está dificultando a captação de alunos pelo setor, mas a Ser está confiante sobre o processo de matrículas de novos alunos.

Ele também demonstrou otimismo quanto à redução da dívida líquida da companhia, que ao término de setembro de 2016 somava 162,9 milhões de reais. "Devemos zerar com bastante conforto (o endividamento) em 2017, se mantido o ritmo de geração de caixa", afirmou.

(Por Gabriela Mello)