Hillary e Trump manifestam visões bastante distintas sobre situação do emprego nos EUA

sexta-feira, 4 de novembro de 2016 20:19 BRST
 

Por Amanda Becker e Emily Stephenson

PITTSBURGH/ATKINSON (Reuters) - A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump diferiram bastante sobre economia nesta sexta-feira no trecho final da corrida dos dois pela Casa Branca, com Hillary celebrando os mais recentes dados sobre emprego nos Estados Unidos, e Trump os considerando um desastre fraudulento.

A quatro dias da disputa, os candidatos descreveram um ao outro como desqualificado para ser presidente, durante o esforço final por votos nos Estados mais indefinidos e que podem decidir o resultado da eleição da terça-feira.

Num comício em Pittsburgh, Hillary mostrou uma visão otimista do relatório do governo desta sexta-feira, que mostrou um índice forte de contratações e salários maiores para trabalhadores. A economia ganhou mais 161 mil postos de trabalho em outubro, e o desemprego caiu de 5 por cento para 4,9 por cento, segundo o Departamento do Trabalho.  

"Eu acredito que a nossa economia está pronta para realmente decolar e prosperar”, disse Hillary à plateia, depois de ter sido apresentada pelo investidor bilionário Mark Cuban. "Quando a classe média prospera, a América prospera.”

Trump rebateu a visão otimista de Hillary, dizendo a uma plateia em New Hampshire que o relatório sobre empregos era “um desastre absoluto” e que estava distorcido pelo grande número de pessoas que haviam parado de procurar trabalho e que não estavam mais no mercado.

“De qualquer maneira, ninguém acredita nos números. Os números que eles divulgam são falsos”, disse em comício em Atkinson.

A economia e as visões distintas dos candidatos para o futuro podem ser críticas na conquista de votos em Estados em dificuldades do chamado “Cinturão da Ferrugem”, como Ohio, Pensilvânia e Michigan.

Os dois candidatos planejavam visitar Ohio e Pensilvânia nesta sexta, com Trump acrescentando uma parada em New Hampshire, e Hillary tendo atividade em Michigan. Cada um desses Estados são críticos na busca Estado por Estado dos 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para ganhar a Casa Branca.   Continuação...