Safras de soja e milho da Argentina sofrerão pouco com La Niña

segunda-feira, 7 de novembro de 2016 16:35 BRST
 

BUENOS AIRES (Reuters) - O fenômeno climático La Niña terá um impacto mínimo sobre a soja, o trigo e o milho argentino desta safra, preparando o cenário para amplas colheitas, disseram meteorologistas locais nesta segunda-feira.

O La Niña tende a trazer seca para o cinturão agrícola dos Pampas na Argentina. Isso poderia colocar uma pressão altista sobre os preços mundiais dos alimentos, uma vez que reduz a produção de soja no terceiro maior exportador mundial do grão e principal fornecedor de farelo de soja.

"O evento La Niña está presente, mas em baixíssima intensidade. Qualquer secura, será mínima. Se houver uma seca, será por outros motivos que não o La Niña", disse German Heinzenknecht, meteorologista na consultoria climática CCA.

A floração do trigo da província de Buenos Aires está atualmente sendo prejudicada por condições secas, disse ele, enquanto o plantio da soja foi atrasado por chuvas acima da média na província de La Pampa e outras áreas.

O La Niña se caracteriza por temperaturas oceânicas anormalmente frias no Oceano Pacífico equatorial. Ocorrências severas foram ligadas a inundações e secas, mas este ano o fenômeno se mostra de baixa intensidade.

"Podem haver períodos isolados de seca neste ano, mas não será um ano típico de La Niña com secura excessiva", disse Eduardo Sierra, consultor de clima na Bolsa de Grãos de Buenos Aires. "Todos os indicativos apontam para bons volumes de colheita", disse ele.

(Por Hugh Bronstein; reportagem adicional por Reese Ewing)