Montadoras visam recuperação moderada em Salão do Automóvel modesto em São Paulo

terça-feira, 8 de novembro de 2016 20:17 BRST
 

Por Brad Haynes e Alberto Alerigi

SÃO PAULO (Reuters) - Os estandes cheios de metais brilhantes são menores do que em outros tempos e modelos totalmente novos são raros. Até a maior parte das previsões de recuperação das vendas foi modesta, para combinar com o clima da abertura do Salão do Automóvel de São Paulo deste ano.

Isso tudo reflete a crise que abala o mercado automobilístico brasileiro, que já foi o quarto maior do mundo. Desde que atingiu os 3,8 milhões de veículos em 2012, o mercado diminuiu quase pela metade.

Executivos procuraram mostrar otimismo. A maioria disse que o esperado fim da recessão no ano que vem permitirá crescimento de um dígito para o mercado, o primeiro aumento de vendas em cinco anos.

Ainda assim poucos pareceram prontos para fazer novas apostas em um mercado em que as montadoras investiram bilhões em novas fábricas às vésperas da recessão. Mais da metade da capacidade produtiva no Brasil está ociosa.

A Volkswagen anunciou que vai investir 7 bilhões de reais até 2020, ante plano anterior de 10 bilhões entre 2014 e 2018, disse o presidente-executivo da montadora no Brasil, David Powels.

O novo presidente da Ford para a América do Sul, Lyle Watters disse que a montadora norte-americana planeja se recuperar após ter caído do quarto para o sexto lugar no mercado, mas não explicou como.

"Eu não saio da cama de manhã para estar em sexto lugar", disse Watters. O único novo modelo anunciado por ele, o Mustang, começará a ser importado para o Brasil em 2018.

Watters e outros executivos que estão projetando uma recuperação aumentaram seu otimismo para o segundo semestre do ano que vem, uma vez que as taxas de juros deva recuar ainda mais após máximas em um década e a taxa de desemprego, de dois dígitos, deve diminuir.   Continuação...