Ibovespa fecha em baixa de 3,25%, com incertezas por Trump; setor bancário é destaque negativo

quinta-feira, 10 de novembro de 2016 19:12 BRST
 

Por Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou a quinta-feira com a maior queda em dois meses e forte giro financeiro, pressionada novamente por incertezas relacionadas aos movimentos de Donald Trump quando assumir a Casa Branca, com investidores também atentos às notícias corporativas e políticas no Brasil.

O Ibovespa caiu 3,25 por cento, a 61.200 pontos, menor patamar desde 13 de outubro (61.118 pontos). A queda foi a maior para fechamentos desde 9 de setembro (-3,71 por cento). Durante esta sessão, o índice subiu 1 por cento no melhor momento e caiu mais de 4 por cento na mínima.

O volume financeiro foi novamente intenso, somando 16,5 bilhões de reais, quase duas vezes acima da média diária para o mês até a véspera, de 8,86 bilhões de reais.

O setor bancário ficou entre os destaques negativos, com Bradesco caindo quase 9 por cento após resultado trimestral, enquanto ações de fabricantes de celulose lideraram as altas diante da disparada do dólar ante o real.

Empresas siderúrgicas e mineradoras também avançaram, em meio a ganhos das commodities e com impulso adicional da expectativa por uma política de incentivo à infraestrutura nos EUA, defendida por Trump, com operadores vendo uma migração do setor financeiro para essas empresas.

Desta forma, o índice de materiais básicos da bolsa paulista subiu 5,87 por cento, enquanto o índice do setor financeiro caiu 5,4 por cento.

O cenário político doméstico foi mais um elemento a adicionar cautela na sessão, após notícia sobre uma doação de 1 milhão de reais pela empreiteira Andrade Gutierrez em 2014, que teria sido direcionada à campanha do então vice-presidente Michel Temer, companheiro de chapa da ex-presidente Dilma Rousseff na eleição daquele ano.

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