Dólar sobe quase 3% e caminha a R$3,50, com preocupações sobre Trump

sexta-feira, 11 de novembro de 2016 10:46 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar disparava quase 3 por cento, chegando a encostar em 3,50 reais nesta sexta-feira, com a continuidade do nervosismo com o governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, levando investidores estrangeiros a desmontarem posições em países emergentes, como o Brasil.

Diante desse cenário, o mercado acabou dando de ombros para o anúncio do Banco Central de que fará leilão de até 15 mil contratos de swap tradicional, equivalente à venda futura de dólares, depois de sete meses.

Às 10:25, o dólar avançava 2,90 por cento, a 3,4590 reais na venda, e chegou a bater 3,4976 reais na máxima do dia, com alta acima de 4 por cento. O dólar futuro subia cerca de 2,5 por cento.

Na véspera, o dólar já havia saltado 4,73 por cento, a maior alta desde outubro de 2008, para 3,3614 reais.

A vitória de Trump na corrida à Casa Branca tem deixado os mercados financeiros globais temerosos, diante de suas posições mais radicais e imprevisibilidade. A preocupação é de que sua política econômica seja inflacionária e, assim, obrigaria o Federal Reserve, banco central norte-americano, a elevar os juros na maior economia do mundo, com potencial para atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro.

Por isso, o dólar tinha novamente um dia de altas expressivas sobre outras moedas, como o peso mexicano.

Com a forte turbulência no mercado cambial no Brasil, o BC voltou a anunciar que fará leilões de swaps tradicionais, depois de passar meses apenas oferecendo swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

Serão 15 mil contratos tradicionais com vencimento em 1º de fevereiro de 2017 e 1º de março de 2018, parta rolar os swaps que vencem em 1º de dezembro, o equivalente a 6,490 bilhões de dólares. Segundo o BC, caso a rolagem seja integral, o estoque de swaps tradicionais será mantido em 24,106 bilhões de dólares.   Continuação...

 
Notas de real e dólar vistas em casa de câmbio no Rio de Janeiro.     10/09/2015        REUTERS/Ricardo Moraes