BC atua forte e dólar sobe só 1%, depois de superar R$3,50 no intradia

sexta-feira, 11 de novembro de 2016 19:32 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com alta de cerca de 1 por cento nesta sexta-feira, terceiro pregão seguido de valorização, mas longe das máximas do dia após forte atuação do Banco Central no mercado do câmbio diante do nervosismo que abalou os investidores diante da nova cena política nos Estados Unidos com a eleição de Donald Trump como presidente da maior economia do mundo.

O dólar avançou 0,92 por cento, a 3,3923 reais na venda, maior patamar de fechamento desde 27 de junho (3,3946 reais), após bater 3,5088 reais na máxima do pregão, com alta de mais de 4 por cento. O dólar futuro avançava cerca de 0,6 por cento no final desta tarde.

Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 4,99 por cento e de 7,1 por cento nos três pregões.

"O BC cumpriu sua função de atuar para corrigir os exageros do mercado e deve continuar a agir assim. Mas o dólar deve retomar o nível de 3,50 reais por conta desse cenário que é propício à especulação", comentou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Só na véspera, o dólar já havia saltado 4,73 por cento, a maior alta desde outubro de 2008.

A vitória de Trump na corrida à Casa Branca tem deixado os mercados financeiros globais temerosos, diante de suas posições mais radicais e imprevisibilidade. A preocupação é de que sua política econômica seja inflacionária e, assim, obrigaria o Federal Reserve, banco central norte-americano, a elevar os juros, com potencial para atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro.

Por isso, o dólar teve novamente um dia de altas expressivas sobre outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano.

Com a forte turbulência no mercado cambial no Brasil, o BC voltou a atuar fortemente nesta sessão, com três leilões de swaps tradicionais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. Desde abril passado ele não usava esse instrumento, atuando apenas por meio de swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.   Continuação...

 
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