LafargeHolcim corta previsão de lucro até 2018, mas eleva dividendos aos acionistas

sexta-feira, 18 de novembro de 2016 09:19 BRST
 

ZURIQUE (Reuters) - A gigante de materiais de construção LafargeHolcim (LHN.S: Cotações) cortou nesta sexta-feira a perspectiva de lucro no médio prazo, mas amenizou o impacto da revisão ao anunciar planos de distribuir até 1 bilhão de francos suíços (991 milhões de dólares) aos acionistas por meio da recompra de ações.

A empresa, fruto da fusão entre a francesa Lafarge e a suíça Holcim no ano passado, agora projeta um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 7 bilhões de francos suíços até 2018, inferior à previsão anterior de pelo menos 8 bilhões de francos suíços.

O ajuste na estimativa deve-se à redução do tamanho da empresa, que está saindo de alguns países, e também aos efeitos do câmbio, justificou a LafargeHolcim em comunicado divulgado nesta sexta-feira antes de uma reunião com investidores, em Londres.

Desde a fusão, a companhia encolheu as operações com a venda de negócios em países como Vietnã e Chile. "O grupo está no caminho certo e o ímpeto de crescimento de lucro e fluxo de caixa está acelerando", disse Eric Olsen, presidente da empresa.

Se confirmado, o Ebitda projetado pela LafargeHolcim ficará acima dos 5,75 bilhões de francos suíços reportados em 2015. Nos nove primeiros meses de 2016, a companhia acumula Ebitda de 4,21 bilhões de francos suíços.

Para atingir a nova meta, a LafargeHolcim informou que está ampliando em 200 milhões de francos suíços o programa de corte de gastos, bem como se mantém fiel ao compromisso de limitar os investimentos em bens de capital em menos de 2 bilhões de francos por ano.

As mudanças refletem o novo foco da companhia, que mudou de expansão para melhora da lucratividade. Retornar capital aos acionistas agora é uma das prioridades da empresa. A maior produtora de cimento do mundo vai propor dividendos de 2 francos por ação em 2016, ante 1,50 franco por ação em 2015, e também considera dividendos extraordinários.

(Por John Revill)