Temer diz que crise não acaba só com mudança de governo e defende reformas para voltar a crescer

segunda-feira, 21 de novembro de 2016 11:49 BRST
 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira que é preciso acabar com a ideia de que basta mudar o governo e todos os problemas estarão resolvidos, e reiterou que as reformas são necessárias para o país voltar a crescer e retomar a geração de emprego.

Ao abrir a primeira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, desde que assumiu o governo, Temer ressaltou que a retomada do crescimento é a "prioridade número um do nosso povo, e portanto do nosso governo", e destacou a necessidade de aprovação pelo Congresso das medidas de cortes de gastos públicos.

"Precisamos estancar a ideia de que bastou mudar o governo e tudo se transformou em um céu claro", afirmou o presidente. "Três fases são indispensáveis: o combate à recessão, o crescimento e, como consequência, a retomada do emprego".

Temer chamou de "ilusionismo" a maneira que a economia foi conduzida antes da mudança de governo, e que agora "a realidade bate à porta".

"Nossa crise é de natureza fiscal. Por muito tempo o governo gastou mais do que podia. Agora a realidade bate à porta e cobra seu preço. Ao levantarmos o manto da chamada contabilidade criativa descobrimos que o déficit é de 170 bilhões de reais", afirmou Temer.

De acordo com Temer, a crise fiscal "ruiu a confiança do empresário e do consumidor" e levou ao aumento do desemprego. "Esse descuido é pago pelo trabalhador, que sente os efeitos da irresponsabilidade no bolso", disse.

"O Brasil não pode conviver com autocomplacência, temos que responder à urgência das reformas. Reformas são urgentes para pôr o Brasil nos trilhos, reformas que ficaram entorpecidas por passageira sensação de prosperidade", afirmou.

Mais uma vez, o presidente defendeu que é preciso pacificar o Brasil, dizendo que é seu "objetivo principal".   Continuação...

 
Presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. 16/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino