REEDIÇÃO-Equatorial e BTG querem R$943 mi do BNDES para viabilizar compra de ativos da Abengoa

terça-feira, 22 de novembro de 2016 11:40 BRST
 

(Republica texto para enfatizar no 1º e 2º parágrafos que a BTG Pactual Gestora de Recursos está envolvida no negócio)

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A Equatorial Energia e a BTG Pactual Gestora de Recursos querem garantias de que poderão captar cerca de 943 milhões de reais junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como condição para apresentar uma proposta firme por linhas de transmissão de energia da espanhola Abengoa no Brasil, segundo documento visto pela Reuters.

A elétrica e a gestora de recursos do BTG Pactual negociam a compra de um pacote de ativos da Abengoa que envolve sete lotes de linhas de energia em operação e dois lotes de linhas em obras, que ainda demandarão investimentos estimados pelas empresas em cerca de 1,4 bilhão de reais até serem concluídas.

Assim, para viabilizar a transação, as empresas querem poder captar recursos junto ao BNDES nas condições previstas na época em que os ativos foram licitados e arrematados pela Abengoa, que em novembro passado paralisou todas as obras em andamento no Brasil devido a uma crise financeira.

Equatorial e BTG preveem ainda a captação de mais 314 milhões de reais com a emissão de debêntures de infraestrutura para aplicação nas linhas que ainda exigirão obras, segundo o documento.

O jornal O Estado de S.Paulo noticiou na semana passada que Equatorial e BTG Pactual podem fazer uma oferta de 1 bilhão de reais pelos ativos da Abengoa no Brasil.

Segundo documento visto pela Reuters, as empresas já têm acesso à sala de informações sobre os ativos, mas têm colocado algumas exigências enquanto preparam uma possível oferta firme.

Entre os pedidos das empresas para fechar o negócio estão a condição de que BNDES e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizem a saída de caixa das linhas de transmissão existentes, já em operação, para bancar reinvestimentos nos ativos que ainda exigirão obras.   Continuação...